terça-feira, 24 de julho de 2012

QUERO ORAR POR MISSÕES


Esta é uma época ímpar em nossa história. Existem mais crentes hoje do que em qualquer outra ocasião. A Igreja de Cristo difundiu-se em mais regiões do mundo. Há mais obreiros, mais igrejas locais, mais instituições de ensino bíblico, mais organizações cristãs, e mais sociedades missionárias. Através do rádio, televisão e literatura temos as facilidades para acelerar a obra de Deus. Podemos alcançar as nações mais distantes com maior rapidez, podemos apresentar o evangelho em mais idiomas e temos os meios para recrutar e dirigir a oração no mundo inteiro mais eficazmente. Temos condições de alcançar o nosso mundo, se quisermos. A maior falta hoje não é de pessoas ou fundos. A maior necessidade é de oração. Sem aumentar o número de obreiros cristãos ou sua ajuda financeira, poderíamos ver a multiplicação dos resultados, se apenas multiplicássemos a oração.

A oração é o maior recurso da igreja. Ela é o meio mais eficaz de preparar o caminho do Senhor, disponível aos cristãos de hoje. Você mesmo pode influenciar mais pessoas para Deus e ter um desempenho maior no avanço da causa de Cristo através da oração, do que por qualquer outro meio. Essa não é a única coisa que você deve fazer, mas é a maior coisa que pode fazer.

"Lemos nas biografias de nossos antepassados que se mostraram mais bem sucedidos na conquista de almas, que oravam em secreto durante horas a fio. Nossos progenitores espirituais choraram, oraram e agonizaram diante do Senhor, em favor dos ímpios, visando a salvação deles, e não descansavam enquanto os pecadores não fossem feridos pela Espada da Palavra do Senhor. Esse é o segredo do êxito retumbante dos gigantes espirituais do passado; quando as coisas se paralisavam eles lutavam em oração até que Deus derramasse de seu Espírito sobre os homens, que assim se convertiam." (Samuel Stevenson).

Todos os homens de Deus eram poderosos homens de oração. Somos informados de que o sol nunca surgia no horizonte, na China, sem encontrar Hudson Taylor de joelhos.

Quão poucos encontram tempo pra a oração! Resta-lhes tempo para tudo o mais, como tempo pra dormir e tempo para comer, tempo para ler o jornal e assistir à novela, tempo para visitar os amigos, tempo para tudo o que acontece debaixo do sol; porém, não lhes resta tempo para a oração, a coisa mais importante de todas.

As palavras dos grandes homens de Deus revelam como o coração os abrasava com o desejo ardente de ganhar almas para Cristo. Vejamos algumas expressões:

- Knox, assim rogava a Deus: "Dá-me a Escócia ou eu morro!".

- Whitefield, implorava: "Se não queres dar-me almas, retira a minha!".

- John Bunyan, disse: "Na pregação não podia contentar-me sem ver o fruto do meu trabalho".

- Mateus Henry dizia: "Usa-me, então, meu salvador para qualquer alvo e em qualquer maneira que precisares. Aqui está meu pobre coração, uma vasilha vazia, enche-a com Tua graça".

- Henrique Martyn, ajoelhado na praia da Índia, onde fora como missionário, dizia: "Aqui quero ser inteiramente gasto por Deus".

- David Brainerd falava: "Eis-me aqui, Senhor. Envia-me a mim! Envia-me até aos confins da terra; envia-me até aos habitantes das selvas; envia-me para longe de tudo que tem o nome de conforto, na terra; envia-me mesmo para a morte, se for no Teu serviço e para o progresso do Teu reino".

- Carlos Inwood "O soluço de um bilhão de almas na terra me soa aos ouvidos e comove o coração; esforço-me, pelo auxílio de Deus, para avaliar, ao menos em parte, as densas trevas, extrema miséria e o indescritível desespero desses mil milhões de almas sem Cristo. Medita, irmão, sobre o amor do Mestre, amor profundo como o mar; contempla o horripilante espetáculo do desespero dos povos perdidos, até não poderes censurar, até não poderes descansar, até não poderes dormir."

Quando dependemos da organização, conseguimos o que ela pode fazer – e isso é alguma coisa.

Quando dependemos da educação, conseguimos o que a educação pode fazer – e isso é alguma coisa.

Quando dependemos do dinheiro, conseguimos o que o dinheiro pode fazer – e isso é alguma coisa.

Quando dependemos do que a música e a pregação podem fazer, conseguimos o que a música e a pregação podem fazer – e isso é alguma coisa.

Quando dependemos da oração, conseguimos o que Deus pode fazer – e isso é tudo. (James O. Davis, p. 83).

O diabo mão fica perturbado por hinos especiais, sermões dinâmicos e reuniões evangelísticas que não foram banhados em oração pela salvação dos perdidos. O diabo dá gargalhadas de muitos dos esforços de evangelismo da Igreja. A intercessão é mais do que mencionar meramente frases decoradas na oração. Os ministros têm de orar quando sentem vontade. Caso não a sintam, devem orar até senti-la.

Ninguém é maior do que sua vida de oração. O pastor que não está orando, está brincando;

O crente que não está orando, está se desviando. [...]

Temos muitos que organizam, mas poucos que agonizam;

Muitos que tocam, poucos que oram;

Muitos que cantam, poucos que se consagram;

Muitos pastores, poucos lutadores;

Muitos espantos, poucos prantos;

Muita ilusão, pouca paixão;

Muitos que interferem, poucos que intercedem;

Muitos escritores, mas poucos batalhadores;

Fracassar aqui, é fracassar em tudo. (James O. Davis, p.85).

A oração não é meramente uma questão de importância, mas de afinidade com Jesus Cristo.

Que esta mensagem sobre a oração faça com que você reflita e seja um intercessor constante da obra missionária.

www.semipa.org.br
http://paginasmissionarias.blogspot.com.br

CULTO DE MISSÕES FALA SOBRE A ARGENTINA

Ontem foi realizado mais um culto de missões da nossa Igreja, muito participativo, contando a colaboração da União de Adolescentes, Grupo Jovem e Departamento infantil que atuaram no processional. O País em foco foi o nosso vizinho Sul Americano, a Argentina, onde foi lido um breve histórico sobre o início do trabalho missionário da AD PE na província de Alejandro Korn.


Assembleia de Deus em Alejando Korn - Argentina





Evangelista Josiel Soares e Família
Missionário em Alejando Korn - Argentina


No processional, vários irmãos participaram representando os missionários enviados pela Igreja em Recife-PE e em seguida foi executado o hino nacional argentino.














quarta-feira, 18 de julho de 2012

Cristolândia Recife - Jovem que parecia morto experimenta nova vida



Na noite da última sexta-feira, dia 15, um grupo da Missão Batista Cristolândia de Recife (PE) saiu às ruas para compartilhar o amor de Cristo. Diante de tantos casos tristes de pessoas com carências emocionais, físicas e espirituais, o jovem Rafael, de 18 anos de idade, chamou a atenção do grupo devido à sua condição: para se proteger do frio, estava dormindo em um caixote que mais se parecia com um caixão.

"Ao ver aquela cena... um garoto aos 18 anos, sem casa, sem família, dormindo num caixote, sem perspectivas de uma refeição, um banho e de um abraço, não resisti", relatou o Pr. Eliu Rodrigues, coordenador da Cristolândia da capital pernambucana. Ele convidou o rapaz para ir até a base da Missão e, prontamente, o convite foi aceito. Um radical levou Rafael, enquanto o resto do grupo continuou conversando com outras pessoas que vivem na rua.

Já na Cristolândia, Rafael pôde tomar banho, se alimentar e dormir em uma cama com lençóis limpos. No domingo, ele foi com os radicais para uma igreja em Recife com um novo visual, mostrando alegria e cantando.

Ao ver a mudança que o jovem está experimentando, Pr. Eliu começou a pensar em como será durante a MEGATRANS, quando entre os dias 30 de julho a 04 de agosto vidas serão impactadas em Recife, assim como aconteceu durante a última noite em que ele e aquele grupo foram às ruas. "Se numa saída de sexta-feira à noite vimos tantas pessoas nas ruas e fomos instrumentos de Deus para resgatá-las, quanto será feito durante uma semana com o trabalho focado de 50 voluntários ousados e dispostos?", analisou.

Assim como Rafael, milhares de pessoas parecem mortas, esperando por alguém que estenda a mão. É tempo da igreja se levantar e proclamar libertação e esperança. A Missão Batista Cristolândia conta com a sua presença na MEGATRANS para que mais vidas tenham uma nova história escrita por Jesus. Dedique uma semana para fazer parte desse exército na batalha pela salvação de vidas. Clique aqui e declare: "Eis-me aqui".

Fonte: Junta de Missões Nacionais de Convenção Batista Brasileira
Veja mais no site: http://www.jmn.org.br

Missionária atua em aldeia muçulmana na África



Por Willy Rangel

A missionária Maria Ilza Lopes Pereira está na República Centro-Africana, onde anuncia o Evangelho em uma aldeia de maioria muçulmana, pessoas entre as quais Deus tem multiplicado o número de ouvintes de Sua Palavra.
Desde o final do ano passado, a missionária mantém o Clube Bíblico, onde participam crianças até 12 anos atendidas pela Maison Prisca (Casa Priscila), projeto que o Senhor permitiu abrir para atender a comunidade.
“A maioria das crianças são filhos de muçulmanos. Louvado seja Deus, pois elas têm escutado de Jesus”, comemora Maria Ilza, coordenadora do projeto, que atende 250 crianças. “Deus tem me dado a alegria de motivar e contagiar pessoas que nos ajudam como professores dessas crianças, que tanto precisam de Deus”, acrescenta.
“O Senhor nos surpreende abrindo portas para que Seu amor seja anunciado aos corações”, diz a missionária, que conta a oportunidade de organizar inclusive uma equipe de futebol para meninos de 9 a 12 anos. “Tenho o prazer de ressaltar aqui que não sei nada de futebol, mas sei falar de Jesus por meio deste instrumento. Temos como resultado jogadores que já sabem orar clamando ao único Deus”, declara a missionária, que complementa dizendo que os jogadores sempre realizam um momento de meditação na Palavra de Deus antes de cada partida.
A missionária encerra contando um breve testemunho do que o Senhor tem feito na República Centro-Africana.
“Vieram até mim três crianças e a mãe delas para conversar. A mãe me diz: ‘Estou aqui desobedecendo meu marido, que está agora no campo, pois se ele estivesse em casa, jamais me deixaria vir aqui e fazer as inscrições das crianças no projeto porque meu marido é muçulmano. Mas como mãe, gostaria que nossos filhos escutassem de um Deus verdadeiro’.
A mãe disse ainda: ‘Estou maravilhada com o horário do Clube Bíblico porque é exatamente no mesmo horário que meu marido está na lavoura, e as crianças vão poder vir sem problemas’. Ela continuou: ‘Você me vê vestida assim como muçulmana? É apenas uma capa, pois sou só por casamento, mas meus filhos vão servir ao Deus vivo’.”
Maria Ilza faz um desafio a você: “Faça uma visita e veja de perto os milagres que Deus tem feito no coração da África. Não esqueça que a poderosa mão do Senhor está a nos ajudar, e nada nem ninguém poderá resistir à grande obra que Ele tem a realizar até os confins da terra”.






Fonte: Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Convertido ao cristianismo, perde esposa e filhos no Sudã


Portas Abertas - Servindo cristaos perseguidos

Hoje, o ex-muçulmano está de volta ao Sudão, lutando para recuperar sua família, depois que seus sogros obrigaram sua esposa a voltar ao Islã e se divorciar dele. Um tribunal sudanês concedeu à esposa de Khalil a guarda de seus dois filhos e o proibiu de visitá-los, disse ele. Ele teme que se continuar lutando pela guarda das crianças, possa enfrentar ameaças e ser acusado de "apostasia".
Em agosto do ano passado sua sogra os visitou no Egito, ele explica.
"Sem o meu consentimento, ela pegou a minha esposa e meus filhos e os trouxde de volta ao Sudão", disse Khalil.
O casal havia fugido do Sudão, após receber ameaças de outros casais muçulmanos, pouco antes do referendo no qual foi votada a  independência do sul do Sudão do restante do país, em nove de janeiro de 2011.
Nos e-mails que enviou para amigos no Sudão, Khalil compartilhou sua nova fé.
Sem receber qualquer tipo de notícias sobre a sua família, depois que sua sogra os levou de volta para o Sudão, Khalil decidiu voltar ao país para procurá-los. Ele ficou chocado ao descobrir que sua mulher, Manal Hassan, tinha pedido o divórcio alegando que ela era muçulmana e ele cristão.
Khalil, que se converteu ao cristianismo em 2001, e conheceu Hassan, sua esposa, em 2007. Naquela época ela havia dito que não era cristã e nem muçulmana, e eles se casaram em uma cerimônia não-religiosa. A família muçulmana da noiva descobriu que Khalil era cristão, mas não tinha objeção ao casamento, disse ele.
Em 2010 o casal se filiou a uma igreja e se tornaram muito ativos nela; mas a oposição de suas famílias cresceu, levando-os a fugir para o Egito no início de 2011.
Em fevereiro desse ano, Khalil decidiu recorrer da sentença de divórcio. Sua esposa tinha apresentado uma cópia do certificado que continha um testemunho de Khalil e que provava que ele é cristão, no entanto, e isso não era prova suficiente para que o juiz anulasse o casamento e desse a guarda dos filhos a Hassan por supostamente praticar a "religião popular "- o Islã.
Apesar da decisão do tribunal de que Khalil não têm sequer o direito de visitar os filhos, em abril, ele decidiu vê-los. A família de sua ex-mulher ameaçou chamar a polícia  caso ele insistisse.
"Estou muito chateado com os tribunais por me impedirem de ver meus filhos", ele disse. "Eu tenho que recorrer dessa decisão".
Questionado sobre quais os riscos que ele poderia correr apelando, Khalil disse que poderia responder a um  processo contra ele por apostasia – crime passível de pena de morte no Sudão, onde a lei islâmica (Sharia) é reconhecida como a principal fonte de legislação.
"Eles podem levar o caso a um tribunal penal, que poderá decidir pela minha condenação à pena de morte, de acordo com a lei islâmica de apostasia - mas eu estou pronto para isso", disse Khalil.
"Eu quero que o mundo saiba disso. Que crime eu cometi? Será que é porque eu me tornei cristão? Eu sei que se o mundo está vendo isso, eles terão medo de fazer algum mal para mim".
Conversão
Khalil era muçulmano praticante, quando ele começou seus estudos em uma universidade em Alexandria, no Egito, em 1998. Quando se formou, em 2000, ele já tinha deixado o Islã, e retornou para o Sudão como ateu.
Depois de seu retorno ao Sudão, Khalil teve contato com um pastor dos EUA e que o inpactou com sua fé cristã.
"Ele era muito calmo e confiante", disse Khalil.
Ele lembrou que o pastor fez referência ao povo núbio no sul do Egito e no Norte do Sudão, que se autodenominam "filhos do Nilo", o rio de onde vem toda a fonte da vida da região, e conectou essa idéia com o Filho de Deus, que da mesma forma vem de Deus como o fonte de toda a vida. As referências a Jesus como o Bom Pastor, cujo pai era um Deus de amor, também levou Khalil a visitar a igreja do pastor, e ali, em 2001, ele entrgou sua vida a Cristo.
Ele ficou com o pastor durante três meses antes de voltar para a sua aldeia natal. Quando sua família percebeu que Khalil tinha abraçado a fé cristã, seu pai ameaçou matá-lo. Khalil então fugiu de casa.
Mais tarde, foi batizado em uma área historicamente núbia, perto de sua aldeia natal. Khalil começou a ganhar seus amigos para Cristo, e a perseguição contra ele se intensificou, os membros de sua própria família o denunciaram à polícia, e então ele resolveu fugir do país.
"A vida se tornou insuportável, e eu decidi fugir para os Emirados Árabes Unidos, onde fui recebido por uma família sudanesa em 2001", disse ele.
Ele permaneceu lá até a assinatura do Acordo de Paz Global entre o norte e o sul do Sudão em 2005, e depois decidiu voltar para o Sudão, com a esperança de servir a Deus em sua comunidade. Ele se tornou professor de Inglês, e ao mesmo tempo, desenvolveu programas para promover Nobiin, uma das línguas da Núbia, e património cultural.
Construindo um programa de alfabetização para crianças em Nobiin, ele também escreveu poesias na língua e traduziu vários hinos e versículos da Bíblia para esse idioma.
Juntamente com outros desafios, Khalil está trabalhando para publicar seus diversos manuscritos na língua Nobiin, apesar das dificuldades financeiras. Um diácono em sua igreja resumiu: "Mohammed precisa de orações e apoio neste momento".
Pedidos de oração
• Ore para que Khalil permaneça firme na fé em Cristo a despeito das dificuldades que enfrenta.
• Peça a Deus que as autoridade dêem a Khalil o direito de visitar seus filhos.
• Ore pela paz entre muçulmanos e cristãos no Sudão (Norte e Sul).
Acesse nosso catálogo de produtos e saiba como doar através de nossascampanhas.
FontePortas Abertas
TraduçãoMarcelo Peixoto

sábado, 30 de junho de 2012

JMM: 105 anos cumprindo a missão



























Por Willy Rangel
Nesta quarta-feira (27), Missões Mundiais completa 105 anos de existência e cooperação com a obra de evangelização do mundo.


Conheça algumas curiosidades sobre a trajetória da JMM.
Fundada em 27 de junho de 1907, a Junta de Missões Estrangeiras, atual JMM, foi criada durante a 1ª Assembleia da Convenção Batista Brasileira, realizada em Salvador/BA. O primeiro campo foi o Chile, para onde foi enviado o missionário Wenceslao Valdivia, em 1908.
A primeira sede foi em Recife/PE, mas foi transferida para o Rio de Janeiro em 1929.
Durante a Assembleia da Convenção Batista Brasileira realizada em 1946, foi decidido que o segundo domingo de março seria o Dia de Missões Mundiais, data que permanece inalterada até hoje no calendário batista.
Na década de 1970, Missões Mundiais chegou à África, e o Pr. Waldemiro Tymchak (foto) assumiu a Diretoria Executiva.
Em 1980, a JME passa a se chamar Junta de Missões Mundiais, nome que permanece até hoje. Além disso, foi criado o Programa de Adoção Missionária (PAM). Pr. Antonio Joaquim de Matos Galvão e sua esposa, Deolinda, são o primeiro casal adotado pelo PAM. Atualmente, o Pr. Galvão serve como missionário mobilizador no Rio de Janeiro.
Em 2010, assume a Diretoria Executiva o Pr. João Marcos Barreto Soares.
Hoje Missões Mundiais está presente em 64 países e possui 728 missionários.


Fonte: Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira.
Veja mais no site: http://www.jmm.org.br

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Governo destrói duas Igrejas, no norte do Sudão

Portas Abertas - Servindo cristaos perseguidos Em 18 de junho, a Igreja Paroquial de São João, em Cartum, foi demolida por volta das 11 horas, sem qualquer aviso prévio, por parte das autoridades locais ou do Ministério do Planejamento e Habitação. O templo da igreja era demolido, enquanto os cristãos observavam impotentes. Uma Igreja Católica na mesma região também foi demolida.
A Igreja Paroquial de São João, uma das primeiras daquela região, existe desde 1987. Após alguns anos de pesquisa, o governo cedeu terras à população, mas à igreja nada foi concedido. A Igreja fez vários pedidos nesse sentido, mas não foi atendida. No entanto, os cristãos, através de seus próprios esforços levantaram dinheiro e construiram a igreja com chapas de ferro.
Duas meninas e um garoto foram presos porque tiravam fotos da igreja enquanto os tratores a demoliam. Mas, foram liberados no mesmo dia.
De acordo com uma fonte da Portas Abertas, as igrejas foram demolidas porque eram compostas basicamente de sulistas e já que eles foram expulsos do Sudão, as igrejas não eram mais necessárias.
“É evidente que as autoridades não respeitam os direitos dos não-muçulmanos no Sudão, eles deveriam ter dado uma alternativa à Igreja, caso o terreno fosse doado a alguém ou usado para alguma outra finalidade”.
“Outra coisa, a igreja não faz parte do Sudão do Sul. É uma Igreja Episcopal do Sudão, cujo Bispo é um sudanês (nortista)! Está cada vez mais claro que a política de um Estado islâmico está sendo implementada. O presidente já havia dito que, se o Sul do Sudão votasse pela separação, haveria, no norte, apenas uma religião, o Islã; uma língua, o árabe; e uma cultura, a árabe”, afirmou o Rev. Ezequiel Kondo, Bispo de Cartum.
"Eu protesto ardentemente contra a ação injusta tomada pelo governo local de El Shereq, e peço a devida indenização às igrejas destruídas. Eu também peço ao governo do Sudão que devolva um pedaço de terra a esta igreja, de modo que, os cristãos desta região tenham um lugar para se reunir".
Crise Econômica
No dia 19 de junho, a polícia teve que usar cassetetes e gás lacrimogêneo para dispersar mais de 200 manifestantes em Omdurman que gritavam slogans anti-governamentais, como: "Liberdade, liberdade! Queremos mudar este regime".
Em Kosti a polícia também usou força excessiva contra manifestantes que se dirigiam em direção à Praça da Liberdade.
Segundo a agência de notícias, Reuters, forças de segurança sudanesas entraram em confronto com manifestantes anti-governo, na sexta-feira (22), em Cartum. As manifestações se espalharam por vários bairros, geralmente pacíficos, quando centenas de sudaneses saíram às ruas, após as orações de sexta, para protestar contra o novo plano de austeridade.
Os protestos começaram depois que o governo anunciou medidas severas que aumentam significativamente o custo de vida no país.
O governo do Sudão passa por uma crise econômica causada, principalmente, pela lacuna deixada em seu orçamento, depois que o Sul se separou do restante do país e formou o Sudão do Sul. Em janeiro, o Sudão do Sul interrompeu a produção e exportação de petróleo no lado norte do país (Sudão), causando grandes perdas à indústria petrolífera do norte que exportavam o petróleo do sul a outras regiões.
Estas medidas tomadas pelo presidente Bashir, para conter a crise, inflamaram a população de baixa renda, e eles sairam às ruas para protestar.
Essa crise econômica afeta não só as relações diplomáticas entre o norte e o sul do país, mas tambem a coexistência pacífica entre cristãos e muçulmanos e entre os diversos grupos étnicos existentes ali.
Assista ao DVD As Listras da Zebra e conheça a realidade de muitos cristãos que vivem em países da África.
FontePortas Abertas
TraduçãoMarcelo Peixoto